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Blog criado e idealizado por Amanda Rocha, Carolina Ducatti e Priscilla Ramila, coloca em questão o assunto: EDUCAÇÃO INCLUSIVA.

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Redimensionando a Avaliação

Movimentos universais se intensificaram na última década em prol de estudos e pesquisas na área da avaliação, a fim de colocá-la numa visão de presente, tornando-a democrática e ética na época de valores ambivalentes que vivemos.Estudiosos contemporâneos (Arroyo,Luckesi,Perrenoud,Vasconcellos e muitos outros) são unânimes em apontar a preocupação em superar o positivismo arraigado nas práticas educativas escolares, retomando-as em seu sentido ético, de juízo consciente de valor, de respeito às diferenças, de compromisso com a aprendizagem para todos e formação da cidadania.O educador deve apropriar-se desses novos rumos teóricos em relação a avaliação da aprendizagem assumindo um papel interativo no processo,influenciando e sofrendo influências do contexto avaliado, a fim de rever suas práticas.Neste ponto, ele passa a assumir uma grande responsabilidade, pois fica comprometido com o objeto da avaliação e com sua própria aprendizagem do processo de avaliar. A avaliação  mediadora   requer uma articulação entre educador e educando, na medida em que as subjetividades inerentes a elaboração e correção de de tarefas avaliativas sejam objeto de discussão em sala de aula por todos,permitindo que os "erros" dos alunos e as dúvidas dos professores enriqueçam, dêem subsídios à prática pedagógica destes, e instigue o pensamento crítico e a autonomia dos educandos.O educador só constrói sua prática pedagógica com seus educandos a partir do momento que se abre para ouvi-los,entendê-los em suas necessidades e singularidades.Ele não é sozinho em seu fazer fazer pedagógico.


Fontes: Hoffman,Jussara.Avaliar para promover:as setas do caminho.Porto Alegre:Mediação,2001 e
        Avaliaçao mediadora:uma prática em construção da pré-escola à universidade.Porto Alegre:Mediação 1993.

Um mundo pra sentir

Resenha do Filme: The Miracle Worker (O milagre de Anne Sullivan) 2000, drama, dirigido por Arthur Penn, baseado no livro The Story of my Life, de Helen Keller

Baseado na vida real de Anne Sullivan e Helen Keller, o filme retrata a história de uma persistente professora e sua aluna cega e surda, a quem ensina a conhecer o mundo ao seu redor. Neste momento há certa resistência por parte da família de Helen, que sempre a tratou com pena e sem aceitar suas diferenças.
A surpreendente e comovente história de Anne Sullivan e Helen Keller provoca um bruto despertar em seus espectadores. Antes de Anne Sullivan entrar em sua vida Hellen é tratada em momentos como um animal doméstico, em outros como uma menina selvagem. Reduzida em sua condição de “estranha”, Hellen era apenas um problema a ser relevado e levado em diante. Quando sua professora Anne Sullivan a conhece decide que não quer apenas treiná-la. Pois, muito além das regras de higiene e convivência, Anne pretende mostrá-la que ao seu redor existe um mundo, que pode ser tocado e vivido. Um mundo com aromas, texturas, propósitos e nomes.
Acredito que a metodologia utilizada por Anne aproxima-se muito de Skinner (estímulo e resposta) e em um primeiro momento pareceu maldoso. Como, por exemplo, quando Anne retira o parto de comida de perto de Helen, pois ela não está se comportando como deveria. Mas me pergunto: “Como Helen poderia aprender sem que provasse o mundo e as respostas que seus atos lhe trariam?” Lembrei neste momento de um filme que relata a vida do músico cego Ray Charles, onde ele cai e sua mãe não o ajuda, fica esperando que ele se levante. Por mais que ela estivesse extremamente tocada com o fato de ele cair e quisesse levantá-lo, resolveu que ele deveria tentar sozinho. Porque, afinal, não existe nada melhor que a experiência empírica para nos dizer algo, certo?
Também recordei em alguns momentos de Paulo Freire, que defende que a leitura do mundo precede a leitura da palavra. Pois Anne levou sua aluna para provar o seu mundo e partir da interação com o meio, pôde nomeá-lo e, assim, aprender a leitura das palavras. Esta aprendizagem não poderia ser diferente, pois Helen precisava ler o seu próprio mundo. Senti, ao ver o filme, que isso a deixou mais tranquila e confiante. Seu acesso a comunicação abriu uma nova porta de a levava de encontro ao mundo, já que outras duas portas, utilizadas por aqueles que vêem e escutam, estavam fechadas.
Ao concluir este relato, posso dizer que as vidas de Anne e Helen foram repletas de descobertas incríveis, frustrações dolorosas e recomeços corajosos. Penso que Anne escolheu uma profissão incrível e desafiadora. Talvez não exista profissão que exija tanta flexibilidade, paciência e força para tentar novamente, tudo de novo, desde o começo se for necessário.

Projeto de Trabalho


“A BORBOLETA”

"Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses"
Ruben Alves

Elaborado por:
Amanda Rocha
Carolina Ducatti
Herbert Pianezolla
Priscilla Ramila
Roberto Lopez


Tema: A Borboleta
Turma: 1º ano

Justificativa:
• Este projeto visa estabelecer relações causais de maneira globalizada, colaborar para a compreensão do mundo e suas transformações, situando a criança como indivíduo participativo e parte integrante do meio ambiente. Neste contexto, ampliar as possibilidades de trabalhar o lúdico, a independência e autonomia da criança no desenvolvimento de suas habilidades sócio-afetivas, cognitivas e psicomotoras. A metamorfose e transformação da lagarta vãos estimular a capacidade de relacionar elementos diferentes do cotidiano e suas interações com a natureza. Vai oportunizar atividades que permitam a criança colocar-se no lugar do outro, identificar e enfrentar situações de conflito, utilizando seus recursos pessoais, respeitando as outras crianças a adultos e exigindo reciprocidade. Permitirá pensar a realidade a partir de diferentes pontos de vista. Valorizar ações de cooperação e solidariedade, desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração, compartilhando suas vivências.

Objetivo Geral:
• Compreender as transformações que acontecem com a natureza, identificando-se como um ser pertencente a ela e sabendo que também viverá mudanças transformações. Conhecendo tais processos poderá analisar seu próprio desenvolvimento, assim como do mundo ao seu redor, e refletir sobre ele.

Objetivos Específicos:
• Analisar o processo de metamorfose da borboleta, enumerando cada mudança deste processo;
• Contrastar a transformação da borboleta com as mudanças dos seres humanos e substâncias;
• Instigar a busca pelo conhecimento;
• Reconhecer as diferenças de antes e depois nos processos de transformação (reversibilidade);
• Explicar como as mudanças acontecem;
• Desenvolvimento da leitura e escrita;
• Desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais independente, com confiança em suas capacidades e percepção de suas limitações;

Conteúdos Conceituais:
• Metamorfose e as transformações;
• Diferenças e igualdades;
• Processo de pesquisa

Conteúdos Procedimentais:
• Preservar a vida das borboletas do borboletário, assim como a própria vida e de todos que nos cercam;
• Analisar de forma crítica situações vividas em aula;
• Relatar as experiências e conhecimentos construídos;
• Confeccionar com sucata brinquedos e recursos de aprendizagem;
• Combinar/misturar diferentes substâncias e observar os resultados;

Conteúdos Atitudinais:
• Desenvolver respeito e tolerância para com as contribuições e os aprendizados de cada um no grupo;
• Conhecer, compreender o sentido, propor, discutir e respeitar as diferentes formas de pensar e hipóteses dos colegas;
• Construir conhecimentos sobre o mundo compartilhando saberes e descobertas, expressando suas idéias e posições, ouvindo os colegas e ampliando seus interesses;
• Perceber as diferentes formas de comunicação do pensamento e a importância da qualidade de suas representações nas diferentes linguagens - plástica, textual (oral ou escrita) e matemática - buscando compreender e aproximar-se das formas socialmente convencionadas.

Situações Didáticas:
• Saída de campo com coleta consciente: observar e investigar a natureza;
• Relatório da saída de campo: produção textual coletiva;
• Contação da história da “Borboleta Azul”;
• Roda de conversas;
• Ateliês ou oficinas de desenho, pintura, modelagem e música;
• Construção de um borboletário;
• Pesquisa sobre a alimentação da lagarta e manutenção do borboletário;
• Apresentação de vídeos da metamorfose;
• Culinária: transformar diferentes elementos em um alimento;
• Germinação: plantando feijão
• Construção de glossário de palavras;

Avaliação:
• Os alunos serão avaliados através da observação diária, participação em atividades e elaboração de trabalhos.

Do planejamento à prática

Fizemos uma visita a uma escola a fim de conhecer um pouco sobre seus planejamentos escolares e como acontece a educação inclusiva. Visitamos uma escola estadual de ensino fundamental com cerca de 200 alunos e, por motivos óbvios, sua identificação ficará sob sigilo.

Planejamentos da escola
A escola possui Projeto Político Pedagógico, que foi elaborado pela equipe de gestão, professores/as, pais e mães, alunos/as e funcionários/as. É atualizado mais ou menos a cada 3 anos, pequenas mudanças são feitas no que está em vigor. Possui também Plano Anual, que é elaborado a partir de temas e Planos de Estudos, que são baseados em competências e habilidades. As reuniões de professores acontecem quinzenalmente, com o objetivo de discutir os planos. Em sua filosofia a escola pretende partir do conhecimento do aluno, atendendo as necessidades da comunidade, trabalhando através do afeto. A escola se adapta ao aluno, a fim de acolhê-lo e pretende desenvolver objetivos e metas. Percebemos a existência de muita organização quanto aos planejamentos escolares e uma filosofia que realmente pretende formar cidadãos críticos e atuantes, com metas e objetivos.

Inclusão na escola
A escola possui uma boa estrutura física, e possui ambientes como Sala de Recursos, TGD (sala especial: Transtorno Global do Desenvolvimento) e Multifuncional. As salas foram organizadas com verba do governo do estado, pois a escola recebe muitos alunos com as mais diversas deficiências. Existe ainda nestas salas o atendimento de psicopedagogas e voluntários da área da psicologia e educação física. Observamos que a escola possui estrutura para receber alunos com necessidades educativas especiais e profissionais para atender estes alunos. Mas, na sala de aula...

Observação de turma com aluno com NEE
Observamos uma turma que possuía mais de um aluno com NEE. A professora explicava o conteúdo da aula e atendia a toda a turma com atenção. Ao conversarmos com a professora sobre uma aluna que possui deficiência auditiva percebemos que ela não sabia exatamente do que se tratava a deficiência da aluna. A aluna utiliza um aparelho auditivo, mas o retira ao chegar na sala e se lhe é perguntado se está usando o aparelho ela diz que sim. A aluna deixa seus cabelos caídos sobre as orelhas, assim não se sabe se está ou não com o aparelho e ao se comunicar olha atentamente para o rosto de quem fala, por este motivo acreditamos que ela faz leitura labial. Quando perguntamos para a professora se a aluna faz leitura labial ela responde que não sabe o que é isso e acredita que ela escuta com o aparelho. Também perguntamos se ela conhece a língua de sinais e se já apresentou esta forma de se comunicar para sua aluna, a professora respondeu que não conhece e acredita que sua aluna não necessita de LIBRAS para se comunicar.De acordo com a Resolução 2/2001 que institui as Diretrizes Nacionais para a educação de alunos com NEES  na Educação Básica, fica explicitado em parágrafo único a necessidade do atendimento educacional especializado,incluindo  nesse contexto professores com formação adequada (conhecimento em LIBRAS,Braille,etc)como também material adaptado quando necessário.É de suma importância a qualificação e especialização do professor para que ele enriqueça a sua  prática pedagógica e se sinta preparado para o atendimento do seu aluno com necessidades educativas especiais em suas especificidades.

Observações
Percebemos que mesmo em uma escola aparentemente preparada para receber alunos com NEE e com uma equipe de gestão e professores com sintonia nos planejamentos, podem existir práticas diferentes na sala de aula. Nem todos os professores estão se preparando para receber alunos com NEE, por diversos motivos. Cabe a nós, que estamos tendo a oportunidade de conhecer de perto as necessidade educativas especiais e compreender a sua importância, mudar a educação.

Resolução 2/2001 e observação na escola

Disciplina: Prática Pedagógica III: Educação Inclusiva
Professora: Nara Nehme


Com base na Resolução n°2 /2001, institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, existindo diversos artigos importantes como o Parágrafo Único do Art. 1° aqueles alunos que apresentam necessidades educacionais especiais terão atendimento escolar no início na educação infantil.O Parágrafo único do Art.2° assegura condições necessárias para uma educação de qualidade para todos, e os sistemas de ensino devem conhecer a demanda real de atendimento a alunos com necessidades educacionais especiais possibilitando a matrícula a todos os alunos.No Parágrafo Único do Art. 3°, entende-se um processo educacional definido por uma proposta pedagógica, de modo a garantir a educação escolar e promover o funcionamento de setores responsáveis pela educação especial.Durante a observação feita na instituição de ensino particular, observamos, eu e meu colega Herbert, uma turma onde encontra-se uma aluna com Síndrome de Down, com 10 anos de idade e que está no nível pré-silábico, repetindo o 1° ano.A menina permaneceu com a mesma professora devido ao vínculo afetivo, visando obter resultados melhores em seu processo educativo. Nesta escola a aluna frequenta um apoio pedagógico que atende os alunos no turno inverso ao de suas aulas, desenvolvendo atividades no ritmo de cada um dos participantes, visando suprir suas necessidades educativas.É preciso existir o atendimento escolar a partir da educação infantil com a interação da família, a comunidade e professores especializados cada vez mais. Precisamos de uma educação de qualidade para obter bons rendimentos e assim estar sempre a disposição de todos os alunos.Quanto a aluna da instituição, se tivesse um professor assistente para poder intervir e fazer a abordagem correta no horário de aula, poderia dar ao apoio pedagógico uma característica de desenvolver ainda mais as habilidades da aluna, ao invés de simplesmente servir para recuperar o tempo perdido.

Fonte: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CEB0201.pdf

Pacientes Impacientes: Paulo Freire

Este texto trabalhado em aula com a professora Nara Raquel fala sobre quando Paulo Freire esteve com a Comunidade Eclesial de Base Catuba, São Paulo, para uma conversa com pessoas que, direta ou indiretamente, estavam envolvidas com o trabalho de educação popular. Nesta conversa Paulo Freire diz que não pretende apontar um médoto de educar, mas princípios. Os princípios que Freire apresentou foram: Primeiro princípio: Saber ouvir; Segundo princípio: desmontar visão mágica; Terceiro princípio: Aprender/estar com o outro; Quarto princípio: Assumir a ingenuidade dos educandos e Quinto princípio: Viver pacientemente impaciente.

Quarto Princípio: Assumir a ingenuidade do educando

Paulo Freire fala da importancia de o professor assumir a ingenuidade do educando e se despir da posição autoritária. Ao olhar para o aluno ou ouvir algo dele cujo não tenha entendido, deve tentar entender a visão do aluno sem desmerecer sua forma de expressar. Assumindo esta ingenuidade o professor não estará invadindo o espaço da palavra do educando e estará respeitando as suas idéias.
Freire volta a afirmar que educar é um ato político, mas a favor de quem está essa política? Dos mais inteligentes, dos mais interessados, dos mais espertos? Quando, em uma sala de aula, o professor vai passar a palavra a um aluno e sempre escolhe o/s mesmo/s aluno/s, ele está sendo tendencioso. Então sua política está sendo voltada a uma minoria. O educador precisa contemplar a opinião de toda a turma, com toda sua diversidade.
O educador deve também ter coragem de correr o risco e reinventar, se permitir fazer algo que nunca fez, pois se deseja de fato mudar a sociedade em que vive e obter um resultado que nunca teve, deve fazer algo que nunca foi feito.

Jogo em Libras

Ressaltando a importância dos jogos adaptados, juntamente com as colegas Letícia e Marcela confeccionamos um jogo chamado “Fui ao Zoológico”. O jogo consiste em representar os animais que constam ilustrados nas fixas através de sinais por cada participante tendo como objetivo construir uma sequencia de sinais correspondente aos respectivos animais, aquele que não souber a sequencia é eliminado.

Ex: Um participante começa o jogo: “Fui ao Zoológico e vi 3 peixes”, o outro participante com o numero 3 deve seguir: “fui ao Zoológico e vi 3 peixes e 4 Macacos”, a próxima pessoa deve representar a seguinte sequencia e no final expressar a imagem do animal que esta em sua fixa, “ fui ao zoológico e vi 3 peixes 4 macacos e 2 porcos”. Por fim quem quebrar a sequencia sai do jogo.

Através do nosso jogo, percebemos o quanto podemos criar e adaptar jogos para a facilitação e a interação de todos. Na aula do Professor André, tivemos a oportunidade de compartilhar nossa construção com os colegas e assim conhecer novas idéias através das confecções do grupo.



Fundamentação Filosófica

A concepção contemporânea dos direitos humanos fundamenta-se no reconhecimento da dignidade de todas as pessoas e na universalidade e indivisibilidade desses direitos. A universalidade diz respeito a titularidade de direitos das pessoas e indivisibilidade porque os direitos civis e políticos são conjugados aos direitos econômicos, sociais e culturais. A atenção dos direitos humanos se volta a ver a pessoa como sujeito de direito respeitado em suas pecularidades e particularidades, sendo assim de acordo aos princípios a idéia de uma sociedade inclusiva sinaliza a necessidade de se garantir o acesso e a participação de todos, a todas as oportunidades, independentemente das pecularidades de cada indivíduo e/ ou grupo social. A importância da identidade pessoal e social é essencial para o desenvolvimento de todo indivíduo enquanto ser humano e enquanto cidadão. A identidade pessoa eh construída na trama das relações sociais que permeia sua existência cotidiana. A escola inclusiva é espaço de construção de cidadania, com relação aos direitos e deveres consideramos que esta faltando é o real engajamento da família no espaço escolar, participação efetiva dos familiares nas decisões da escola de seu filho, a fim de tomar conhecimento e interagir com o que acontece em um lugar que também é de formação de seu filho, a escola. É de extrema importância o exercício da cidadania e a promoção da paz tendo como objetivo atividades de ações propostas através da solidariedade e o respeito às diferenças.

(saiba mais...)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Seminário de NEE: Deficiência Física


Neste seminário sobre deficiência física, abordamos vários aspectos necessários para que a prática inclusiva seja adequada e eficiente no processo educacional e no desenvolvimento do(a) aluno(a), capacitando-o a autonomia. Partimos de conceitos relevantes de deficiência, como são classificadas conforme a parte acometida até a tecnologia disponível para facilitar o trabalho do aluno deficiente físico em sala de aula.

Definição de Deficiência Física

A deficiência física se refere ao comprometimento do aparelho locomotor que compreende o Sistema Osteoarticular, o Sistema Muscular e o Sistema Nervoso. As doenças ou lesões que afetam quaisquer desses sistemas, isoladamente ou em conjunto, podem produzir grandes limitações físicas de grau e gravidade variáveis, segundo os segmentos corporais afetados e o tipo de lesão ocorrida (BRASIL, 2006, p. 28). Conforme o grau do comprometimento ou tipo de acometimento fala-se em paralisia ou paresia.

(saiba mais...)

Brincando é que se aprende!


Boa parte das brincadeiras infantis é um ensaio para a vida adulta, pois crianças brincam de ser pai, mãe, motorista, policial e assim por diante.É uma forma de viver todas as vidas possíveis antes de fazer uma escolha até mesmo uma descoberta.Talvez seja por isso que a gente pare de brincar aos poucos pois tudo começa a ser pra valer.
Através das aulas de Educação e Corporeidade descobrimos o valor do brincar na vida adulta, pois não é somente quando crianças que devemos brincar, a Professora Rossana nos proporciona momentos de lazer através das atividades determinadas estimulando assim o imagináro e a criatividade facilitando nossa socialização e interação com o grupo.
De acordo com o Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, as crianças desde cedo participam de uma série de situações envolvendo números, relações entre quantidades e noções sobre espaço. Utilizando recursos próprios e recorrendo a contagem e operações para resolver problemas cotidianos, também observam e atuam no espaço a seu redor. Essa vivência favorece a elaboração de conhecimentos matemáticos.
O jogo sendo aplicado no espaço ecolar de modo lógico, nítido e com sentido as crianças, propicia melhor o aprendizado do que as atividades em folhinhas xerocadas. A socialização das crianças é feita por intermédio de regras que representam o limite que regula as relações presentes entre as pessoas; por meio dessa estrutura de jogo a criança pode construir normas para suas brincadeiras e assim descobrir e conhecer o outro.
Pode-se então dizer que os jogos são propostos com o objetivo de coletar importantes informações sobre como o sujeito pensa para ir, transformando o momento de brincar em um meio favorável à criação de situações que apresentem problemas que devem ser solucionados. A idéia central do trabalho consiste em fazer com que o jogador tenha uma atuação o mais consciente possível. A habilidade de brincar em grupo é uma conquista cognitiva e social muito importante das crianças que deveria ser estimulada antes desta idade e aprofundada depois. Contudo nós educadores devemos estar sempre conscientes de que o brincar é algo saudável e peça fundamental de nossas vidas independentemente de faixa etária.

domingo, 13 de junho de 2010

O Selvagem de Aveyron


O  médico  Jean-Marc-Gaspar  Itard,  então aluno do respeitável médico psiquiatra francês Philipe Pinel, foi considerado precursor no estudo do desenvolvimento humano e da educação especial, empreendendo pesquisas importantes, como o caso de uma criança de hábitos selvagens,  que vivia nas florestas do sul da França entre os séculos XVIII e XIX.O menino de comportamento  rude e anti-social despertou interesse nos cidadãos comuns e no meio científico,  pois causava estranheza a todos pelo fato de ser humano e comportar-se como animal,  muitas vezes correndo em posição quadrúpede e ter completa aversão à aproximação humana. Dando a ele o nome de Selvagem de Aveyron,  o governo francês designou um grupo de estudiosos a este caso,  responsabilizando-se Jean Itard pela sua educação. A criança recebeu o nome de Victor,  por agradar-se do som "o",  e teve todos os seus percursos registrados em dois relatórios feitos por Itard.  O primeiro registra com otimismo as primeiras demonstrações de afetividade do garoto,  principalmente em relação ao médico,  mas um certo desânimo já era notado no segundo relatório.  Jean Itard perdia o interesse no caso,  já que não alcançava mais os objetivos esperados e acreditava que sua tarefa não conseguiu chegar ao resultado esperado.  Após, Itard deixa Victor aos cuidados da governanta que sempre os acompanhou,  e este viria a falecer em 1828,  ainda amedontrado,  semi-selvagem e não podendo falar.  A importância desse estudo deu partida para a ciência da psicologia do desenvolvimento,  sendo Itard o primeiro médico a conduzir experiências para testar suas idéias,exercendo também grande influência sob diversos autores e pesquisadores como  Seguin e Maria Montessori.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Jogo em LIBRAS

Elaboramos na disciplina de LIBRAS um jogo que utiliza imagens e a lingua de sinais brasileira. Ao aprender LIBRAS é importante saber identificar/fazer a leitura das imagens, expressões e configurações de mãos. E utilizar um jogo que pratica esta leitura pode facilitar o aprendizado. Conforme Vygotsky (1998, p. 137), “a essência do brinquedo é a criação de uma nova relação entre o campo do significado e o campo da percepção visual, ou seja, entre situações no pensamento e situações reais”.




Jogo da Mamória Triplo


O jogo se desenvolve como um jogo da memória, mas nele devemos relacionar três peças: as imagens de expressões, os sinais e a palavra escrita com o alfabeto de LIBRAS.

Na figura 1 temos as palavras escritas com o alfabeto de LIBRAS, representados pela cor verde no verso.







Na figura 2 temos os sinais que representam as palavras, no caso deste jogo, utilizamos sentimentos. Estas peças são representadas pela cor azul no verso.










Na figura 3 temos as expressões, representadas pela cor rosa no verso.









Como em um jogo da memória, todas as peças ficam viradas com as figuras para baixo. Os jogadores, cada um por sua vez e respeitando as regras do jogo, tentarão encontrar o trio de peças correspondentes, por exemplo: Uma expressão sorrindo - o sinais de "feliz" - a palavra "feliz" escrita com o alfabeto de LIBRAS.

Jogo de elaborado e confeccionado por: Amanda Rocha, Carolina Ducatti e Herbert Pianezolla.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Plano de Aula de Educação Física

No dia 09 de junho apresentamos e aplicamos um plano de aula de educação física adaptado para alunos com deficiencia física. Guiadas pela crença de que todos podem aprender e que é possível superar as nossas dificuldades, organizamos momentos em que todos podem participar utilizando suas competências e habilidades.

Plano de Aula de Educação Física

Tema: Os Jogos pelo Mundo
Série destinada: 1º ano

Objetivo: Desenvolver a sociabilidade participando de atividades corporais, estabelecendo relação de cooperação, reconhecendo e respeitando características físicas e sociais em relação a si mesmo e seus colegas.

Local: Ginásio ou sala de aula (plano para dia de sol ou chuva)

Aquecimento

Nome: História da Serpente
Material: ---
Formação: Alunos em pé, formando um círculo.
Desenvolvimento: Um aluno será escolhido para ser a “cabeça da serpente”. Ele irá se locomover dentro do círculo cantando a música: “Esta é a história da serpente de desceu do morro para procurar um pedaço do seu rabo...” Neste momento o aluno aproxima-se de um colega e continua a cantar: “...você também, você também, faz parte do seu rabããããão” O colega que foi convidado a participar do rabo da serpente se posiciona atrás do colega que cantava e, agora, cantarão juntos até escolherem novos colegas para participar. A atividade termina quando todos estiverem incluídos no corpo da serpente.

OBS.: Nesta atividade os alunos com dificuldade de locomoção poderão ser levados junto com a serpente, caso não tenham condições de fazê-lo.

Parte Principal

Nome: Soprobool
Material: Tabuleiro/campo de futebol e uma bola de isopor.
Formação: Duas duplas poderão jogar. Cada dupla representa um time. Os demais colegas irão torcer e aguardar sua vez de jogar.
Desenvolvimento: A atividade se desenvolve como um jogo de futebol, mas a forma como os alunos irão mover a bola até a goleira é com sopro. O tempo de duração de cada partida poderá ser determinado pela professora.

***

Nome: Tejo ou Bocha Achatada
Material: Jogo de Tejo ou material semelhante confeccionado pelo/a professor/a.
Formação: Duas duplas poderão jogar. Cada dupla representa um time. Os demais colegas irão torcer e aguardar sua vez de jogar.
Desenvolvimento: O Tejo (pronuncia-se "terro") é um jogo criado na Argentina, que normalmente se joga na beira da praia. Cada equipe recebe 3 discos achatados (tejos) com cores diferentes. São 6 discos no total e mais 1 bolim (disco de cor diferente das outras peças). O jogador de uma equipe lança o bolim e em seguida lança o um disco de sua equipe tentando colocar o mais próximo possível do bolim. O jogador da outra equipe terá que fazer o lançamento tentando colocar o seu disco mais próximo do bolim do que o da equipe adversária. Caso não consiga, continuará fazendo lançamentos para tentar ganhar o ponto. Para conseguir o objetivo o jogador deve arremessar para atingir e deslocar os discos do adversário, os seus próprios discos ou o bolim. O jogo é disputado em 3 sets, cada um com 6 pontos cada. A contagem de pontos será feita após o lançamento de todos os discos. A equipe vencedora da rodada é a que tiver colocado o seu disco mais próximo do bolim e caso tenha colocado outros, cada um contará um ponto, que deverá ser marcado em uma tabela. O tempo de duração de cada partida poderá ser determinado pela professora.

OBS.: Este jogo é muito parecido com a Bocha, que em foi incluída entre os jogos das Paraolimpíadas a partir de 2008. O Tejo é um esporte adotado por deficintes físicos com as mais variadas limitações, pois cada um pode jogar suas peças como desejar, seja com pés, mãos ou cabeça, através de uma rampa adaptada.

Volta a Calma

Nome: Relaxamento musicado
Material: rádio
Formação: Alunos dispostos em círculo em uma posição confortável.
Desenvolvimento: A professora coloca uma música suave e fala sobre as possibilidades de usarmos nosso corpo, de formas diferentes e o quanto podemos a cada dia explorar cada vez mais estas possibilidades.


(em breve fotos!)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O importante é cooperar!

No contexto histórico da Educação Física como treino rígido para formação de atletas,  militarista com utilização de marchas inclusive para crianças,  hoje vemos que a percepção do uso do corpo na Educação Física melhorou bastante.  Levando-se em conta que a partir do desenvolvimento corporal também se desenvolvem o cognitivo,  o social e afetivo,  é construída uma interação com o mundo,  permitindo que as relações interpessoais permeadas que estão pela violência e agressividade de hoje em dia,  sejam trabalhadas na prática pedagógica,   daí a importância dos jogos cooperativos.
O jogo como ferramenta pedagógica não deve ser usado como mero passatempo,  sem finalidade no ambiente escolar ,  mas sim como instrumento na formação de um indivíduo mais ou menos autônomo,  confiante e preocupado com o coletivo,  aproximando-se do trabalho por aprimorar as interpessoalidades.  Age também na formação do caráter como um regulador emocional,  que age na auto-estima e promove o respeito e a solidariedade.  Cabe à escola e ao educador a seguinte pergunta: o que queremos ensinar,  competir ou cooperar ?

*texto de Amanda Alves Rocha

terça-feira, 11 de maio de 2010

Mundo Surdo

"A gaivota cresceu e voa com suas próprias asas. Olho do mesmo modo como poderia escutar. Meus olhos são meus ouvidos. Escrevo do mesmo modo que me exprimo por sinais. Minhas mãos são bilíngües. Ofereço-lhes minha diferença. Meu coração não é surdo a nada deste duplo mundo..." (Emanuelle Laborit)

Tenho certeza de que não falo apenas por mim. Hoje em minha sala haviam olhos bem abertos, inquietos com a companhia do diferente, mas a vontade de aprender se revelava em cada gesto de mãos imitado.
Acredito que nenhuma outra disciplina nos chamou tanto a atenção quando a de LIBRAS. Entramos em contato com um novo mundo, um tanto admirável.
Falar com as mãos, ler gestos? Isso causa uma tempestade nos neurônios! Mas, sendo qual for o clima, digo que estamos realmente vivendo uma "inclusão", talvez as avessas. ^^

SIR Visual

No dia 16 de abril a Profª Ms Nara Borges promoveu uma palestra sobre uma SIR (Sala de Integração e Recursos) Visual. Durante a palestra conhecemos um pouco sobre a educação do deficiente visual e tivemos contato com jogos sensoriais e livros, que podem ser usados por crianças com deficiência visual ou não.





















Com Susete, deficiente visual e professora de uma SIR Visual, aprendemos como se lê e escreve em Braile. Susete ainda deu dicas sobre como ajudar um deficiente visual a se orientar e se locomover em um espaço. Também ressalta a importância de valorizar as habilidades do aluno deficiente visual e não reduzí-lo à sua limitação, pois todos podem se desenvolver dentro de suas capacidades.























fonte das imagens:
http://www.palavraeditoraearte.com.br/imgs/espacobrinquedo/news/1481.jpg
http://3.bp.blogspot.com/_HY9_7O3xpAw/SHEqB47MiQI/AAAAAAAAADU/Mm0dm4bQUZs/s320/brinquedo_cegos_1%5B1%5D.jpg
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/braile/imagens/braile42.gif

Planejamento e Ação...

Para que planejar?

Nas menores coisas de nossas vidas, nos planejamos no intuito de melhor organizar o andamento das coisas. Planejamos a compra do sonhado carro novo, do apartamento e até a chegada do bebê depois da suada estabilidade financeira (bem, às vezes chega antes do planejado!). Na ação pedagógica eficaz e comprometida, o papel do planejamento também é organizar o fazer pedagógico, ser o fio condutor das ações escolares, tanto quanto ordenar e sistematizar os conteúdos curriculares. O planejamento participativo deve assumir um caráter processual, flexível, de ação e reflexão permanente, com adequações nos objetos e estratégias durante sua execução, e nada mais é do que repensar sobre a prática, ressignificá-la. O planejamento escolar é considerado importante e complexo por lidar com a formação do ser humano.

Planejamentos Escolares

A escola também precisa planejar suas práticas. Explicaremos agora os tipos de planejamento que existem na escola:


PPP (Projeto Político-Pedagógico)

É o planejamento geral da escola, a identidade, o plano principal. É democrático e deve ser construído com a participação de todos os seguimentos da escola: equipe de gestão, professores, funcionários e alunos, é claro. É baseado nos PCNs e a partir dele são feitos os demais planejamentos de uma escola.


Plano Global/A
nual

É o planejamento do ano letivo escolar, basicamente o que se pretende para o ano vigente. A partir do que foi observado e refletido no PPP contrói-se os objetivos e ideais para o ano.


Plano de Estudos

Organizado coletivamente, o Planos de Estudos é um planejamento curricular que revela as sequencias de aprendizagem. Seja por concepção de área ou de disciplinas. Define também os conteúdos as serem trabalhados em cada ano ou série.

Projeto de Trabalho

Este é o projeto criado pelo professor com o auxílio de seus alunos. Possui periodicidade variada, dimenção política, é adaptado à realidade e não é um modelo pronto. Ele deve ser criado para atender um público X em um dado momento. Segundo Nogueira (2001, p 90), "Um projeto na verdade é, a princípio, uma irrealidade que vai se tornando real conforme começa a ganhar corpo a partir da realização de ações e consequentemente, as articulações desta".
Ele propõe a problematização e ressignifica os espaços de aprendizagem: pretendem formar sujeitos ativos, reflexivos, atuantes e participantes.

O projeto de trabalho é a mistura dos ingredientes para fazer o bolo!

Plano de Aula

É o plano que o professor faz para cada dia de aula. Nele estão descritas as atividades a serem realizadas e, no final da aula, relata como foram desenvolvidas as atividades, fazendo uma análise reflexiva, que auxiliará nas avaliações.

E ATENÇÃO: É de extrema importância que
educadoras e educadores construam seus
planejamentos de forma reflexiva e participativa,
visando sempre a construção da ponte entre o real e o ideal;
a educação que temos e a educação que queremos.