Bem vindos ao nosso blog!

Blog criado e idealizado por Amanda Rocha, Carolina Ducatti e Priscilla Ramila, coloca em questão o assunto: EDUCAÇÃO INCLUSIVA.

Participe do nosso blog comentando!

^^
Mostrando postagens com marcador Didática Planejamento e Avaliação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Didática Planejamento e Avaliação. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Redimensionando a Avaliação

Movimentos universais se intensificaram na última década em prol de estudos e pesquisas na área da avaliação, a fim de colocá-la numa visão de presente, tornando-a democrática e ética na época de valores ambivalentes que vivemos.Estudiosos contemporâneos (Arroyo,Luckesi,Perrenoud,Vasconcellos e muitos outros) são unânimes em apontar a preocupação em superar o positivismo arraigado nas práticas educativas escolares, retomando-as em seu sentido ético, de juízo consciente de valor, de respeito às diferenças, de compromisso com a aprendizagem para todos e formação da cidadania.O educador deve apropriar-se desses novos rumos teóricos em relação a avaliação da aprendizagem assumindo um papel interativo no processo,influenciando e sofrendo influências do contexto avaliado, a fim de rever suas práticas.Neste ponto, ele passa a assumir uma grande responsabilidade, pois fica comprometido com o objeto da avaliação e com sua própria aprendizagem do processo de avaliar. A avaliação  mediadora   requer uma articulação entre educador e educando, na medida em que as subjetividades inerentes a elaboração e correção de de tarefas avaliativas sejam objeto de discussão em sala de aula por todos,permitindo que os "erros" dos alunos e as dúvidas dos professores enriqueçam, dêem subsídios à prática pedagógica destes, e instigue o pensamento crítico e a autonomia dos educandos.O educador só constrói sua prática pedagógica com seus educandos a partir do momento que se abre para ouvi-los,entendê-los em suas necessidades e singularidades.Ele não é sozinho em seu fazer fazer pedagógico.


Fontes: Hoffman,Jussara.Avaliar para promover:as setas do caminho.Porto Alegre:Mediação,2001 e
        Avaliaçao mediadora:uma prática em construção da pré-escola à universidade.Porto Alegre:Mediação 1993.

Projeto de Trabalho


“A BORBOLETA”

"Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses"
Ruben Alves

Elaborado por:
Amanda Rocha
Carolina Ducatti
Herbert Pianezolla
Priscilla Ramila
Roberto Lopez


Tema: A Borboleta
Turma: 1º ano

Justificativa:
• Este projeto visa estabelecer relações causais de maneira globalizada, colaborar para a compreensão do mundo e suas transformações, situando a criança como indivíduo participativo e parte integrante do meio ambiente. Neste contexto, ampliar as possibilidades de trabalhar o lúdico, a independência e autonomia da criança no desenvolvimento de suas habilidades sócio-afetivas, cognitivas e psicomotoras. A metamorfose e transformação da lagarta vãos estimular a capacidade de relacionar elementos diferentes do cotidiano e suas interações com a natureza. Vai oportunizar atividades que permitam a criança colocar-se no lugar do outro, identificar e enfrentar situações de conflito, utilizando seus recursos pessoais, respeitando as outras crianças a adultos e exigindo reciprocidade. Permitirá pensar a realidade a partir de diferentes pontos de vista. Valorizar ações de cooperação e solidariedade, desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração, compartilhando suas vivências.

Objetivo Geral:
• Compreender as transformações que acontecem com a natureza, identificando-se como um ser pertencente a ela e sabendo que também viverá mudanças transformações. Conhecendo tais processos poderá analisar seu próprio desenvolvimento, assim como do mundo ao seu redor, e refletir sobre ele.

Objetivos Específicos:
• Analisar o processo de metamorfose da borboleta, enumerando cada mudança deste processo;
• Contrastar a transformação da borboleta com as mudanças dos seres humanos e substâncias;
• Instigar a busca pelo conhecimento;
• Reconhecer as diferenças de antes e depois nos processos de transformação (reversibilidade);
• Explicar como as mudanças acontecem;
• Desenvolvimento da leitura e escrita;
• Desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais independente, com confiança em suas capacidades e percepção de suas limitações;

Conteúdos Conceituais:
• Metamorfose e as transformações;
• Diferenças e igualdades;
• Processo de pesquisa

Conteúdos Procedimentais:
• Preservar a vida das borboletas do borboletário, assim como a própria vida e de todos que nos cercam;
• Analisar de forma crítica situações vividas em aula;
• Relatar as experiências e conhecimentos construídos;
• Confeccionar com sucata brinquedos e recursos de aprendizagem;
• Combinar/misturar diferentes substâncias e observar os resultados;

Conteúdos Atitudinais:
• Desenvolver respeito e tolerância para com as contribuições e os aprendizados de cada um no grupo;
• Conhecer, compreender o sentido, propor, discutir e respeitar as diferentes formas de pensar e hipóteses dos colegas;
• Construir conhecimentos sobre o mundo compartilhando saberes e descobertas, expressando suas idéias e posições, ouvindo os colegas e ampliando seus interesses;
• Perceber as diferentes formas de comunicação do pensamento e a importância da qualidade de suas representações nas diferentes linguagens - plástica, textual (oral ou escrita) e matemática - buscando compreender e aproximar-se das formas socialmente convencionadas.

Situações Didáticas:
• Saída de campo com coleta consciente: observar e investigar a natureza;
• Relatório da saída de campo: produção textual coletiva;
• Contação da história da “Borboleta Azul”;
• Roda de conversas;
• Ateliês ou oficinas de desenho, pintura, modelagem e música;
• Construção de um borboletário;
• Pesquisa sobre a alimentação da lagarta e manutenção do borboletário;
• Apresentação de vídeos da metamorfose;
• Culinária: transformar diferentes elementos em um alimento;
• Germinação: plantando feijão
• Construção de glossário de palavras;

Avaliação:
• Os alunos serão avaliados através da observação diária, participação em atividades e elaboração de trabalhos.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Planejamento e Ação...

Para que planejar?

Nas menores coisas de nossas vidas, nos planejamos no intuito de melhor organizar o andamento das coisas. Planejamos a compra do sonhado carro novo, do apartamento e até a chegada do bebê depois da suada estabilidade financeira (bem, às vezes chega antes do planejado!). Na ação pedagógica eficaz e comprometida, o papel do planejamento também é organizar o fazer pedagógico, ser o fio condutor das ações escolares, tanto quanto ordenar e sistematizar os conteúdos curriculares. O planejamento participativo deve assumir um caráter processual, flexível, de ação e reflexão permanente, com adequações nos objetos e estratégias durante sua execução, e nada mais é do que repensar sobre a prática, ressignificá-la. O planejamento escolar é considerado importante e complexo por lidar com a formação do ser humano.

Planejamentos Escolares

A escola também precisa planejar suas práticas. Explicaremos agora os tipos de planejamento que existem na escola:


PPP (Projeto Político-Pedagógico)

É o planejamento geral da escola, a identidade, o plano principal. É democrático e deve ser construído com a participação de todos os seguimentos da escola: equipe de gestão, professores, funcionários e alunos, é claro. É baseado nos PCNs e a partir dele são feitos os demais planejamentos de uma escola.


Plano Global/A
nual

É o planejamento do ano letivo escolar, basicamente o que se pretende para o ano vigente. A partir do que foi observado e refletido no PPP contrói-se os objetivos e ideais para o ano.


Plano de Estudos

Organizado coletivamente, o Planos de Estudos é um planejamento curricular que revela as sequencias de aprendizagem. Seja por concepção de área ou de disciplinas. Define também os conteúdos as serem trabalhados em cada ano ou série.

Projeto de Trabalho

Este é o projeto criado pelo professor com o auxílio de seus alunos. Possui periodicidade variada, dimenção política, é adaptado à realidade e não é um modelo pronto. Ele deve ser criado para atender um público X em um dado momento. Segundo Nogueira (2001, p 90), "Um projeto na verdade é, a princípio, uma irrealidade que vai se tornando real conforme começa a ganhar corpo a partir da realização de ações e consequentemente, as articulações desta".
Ele propõe a problematização e ressignifica os espaços de aprendizagem: pretendem formar sujeitos ativos, reflexivos, atuantes e participantes.

O projeto de trabalho é a mistura dos ingredientes para fazer o bolo!

Plano de Aula

É o plano que o professor faz para cada dia de aula. Nele estão descritas as atividades a serem realizadas e, no final da aula, relata como foram desenvolvidas as atividades, fazendo uma análise reflexiva, que auxiliará nas avaliações.

E ATENÇÃO: É de extrema importância que
educadoras e educadores construam seus
planejamentos de forma reflexiva e participativa,
visando sempre a construção da ponte entre o real e o ideal;
a educação que temos e a educação que queremos.