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Blog criado e idealizado por Amanda Rocha, Carolina Ducatti e Priscilla Ramila, coloca em questão o assunto: EDUCAÇÃO INCLUSIVA.

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Um mundo pra sentir

Resenha do Filme: The Miracle Worker (O milagre de Anne Sullivan) 2000, drama, dirigido por Arthur Penn, baseado no livro The Story of my Life, de Helen Keller

Baseado na vida real de Anne Sullivan e Helen Keller, o filme retrata a história de uma persistente professora e sua aluna cega e surda, a quem ensina a conhecer o mundo ao seu redor. Neste momento há certa resistência por parte da família de Helen, que sempre a tratou com pena e sem aceitar suas diferenças.
A surpreendente e comovente história de Anne Sullivan e Helen Keller provoca um bruto despertar em seus espectadores. Antes de Anne Sullivan entrar em sua vida Hellen é tratada em momentos como um animal doméstico, em outros como uma menina selvagem. Reduzida em sua condição de “estranha”, Hellen era apenas um problema a ser relevado e levado em diante. Quando sua professora Anne Sullivan a conhece decide que não quer apenas treiná-la. Pois, muito além das regras de higiene e convivência, Anne pretende mostrá-la que ao seu redor existe um mundo, que pode ser tocado e vivido. Um mundo com aromas, texturas, propósitos e nomes.
Acredito que a metodologia utilizada por Anne aproxima-se muito de Skinner (estímulo e resposta) e em um primeiro momento pareceu maldoso. Como, por exemplo, quando Anne retira o parto de comida de perto de Helen, pois ela não está se comportando como deveria. Mas me pergunto: “Como Helen poderia aprender sem que provasse o mundo e as respostas que seus atos lhe trariam?” Lembrei neste momento de um filme que relata a vida do músico cego Ray Charles, onde ele cai e sua mãe não o ajuda, fica esperando que ele se levante. Por mais que ela estivesse extremamente tocada com o fato de ele cair e quisesse levantá-lo, resolveu que ele deveria tentar sozinho. Porque, afinal, não existe nada melhor que a experiência empírica para nos dizer algo, certo?
Também recordei em alguns momentos de Paulo Freire, que defende que a leitura do mundo precede a leitura da palavra. Pois Anne levou sua aluna para provar o seu mundo e partir da interação com o meio, pôde nomeá-lo e, assim, aprender a leitura das palavras. Esta aprendizagem não poderia ser diferente, pois Helen precisava ler o seu próprio mundo. Senti, ao ver o filme, que isso a deixou mais tranquila e confiante. Seu acesso a comunicação abriu uma nova porta de a levava de encontro ao mundo, já que outras duas portas, utilizadas por aqueles que vêem e escutam, estavam fechadas.
Ao concluir este relato, posso dizer que as vidas de Anne e Helen foram repletas de descobertas incríveis, frustrações dolorosas e recomeços corajosos. Penso que Anne escolheu uma profissão incrível e desafiadora. Talvez não exista profissão que exija tanta flexibilidade, paciência e força para tentar novamente, tudo de novo, desde o começo se for necessário.

Jogo em Libras

Ressaltando a importância dos jogos adaptados, juntamente com as colegas Letícia e Marcela confeccionamos um jogo chamado “Fui ao Zoológico”. O jogo consiste em representar os animais que constam ilustrados nas fixas através de sinais por cada participante tendo como objetivo construir uma sequencia de sinais correspondente aos respectivos animais, aquele que não souber a sequencia é eliminado.

Ex: Um participante começa o jogo: “Fui ao Zoológico e vi 3 peixes”, o outro participante com o numero 3 deve seguir: “fui ao Zoológico e vi 3 peixes e 4 Macacos”, a próxima pessoa deve representar a seguinte sequencia e no final expressar a imagem do animal que esta em sua fixa, “ fui ao zoológico e vi 3 peixes 4 macacos e 2 porcos”. Por fim quem quebrar a sequencia sai do jogo.

Através do nosso jogo, percebemos o quanto podemos criar e adaptar jogos para a facilitação e a interação de todos. Na aula do Professor André, tivemos a oportunidade de compartilhar nossa construção com os colegas e assim conhecer novas idéias através das confecções do grupo.



sexta-feira, 11 de junho de 2010

Jogo em LIBRAS

Elaboramos na disciplina de LIBRAS um jogo que utiliza imagens e a lingua de sinais brasileira. Ao aprender LIBRAS é importante saber identificar/fazer a leitura das imagens, expressões e configurações de mãos. E utilizar um jogo que pratica esta leitura pode facilitar o aprendizado. Conforme Vygotsky (1998, p. 137), “a essência do brinquedo é a criação de uma nova relação entre o campo do significado e o campo da percepção visual, ou seja, entre situações no pensamento e situações reais”.




Jogo da Mamória Triplo


O jogo se desenvolve como um jogo da memória, mas nele devemos relacionar três peças: as imagens de expressões, os sinais e a palavra escrita com o alfabeto de LIBRAS.

Na figura 1 temos as palavras escritas com o alfabeto de LIBRAS, representados pela cor verde no verso.







Na figura 2 temos os sinais que representam as palavras, no caso deste jogo, utilizamos sentimentos. Estas peças são representadas pela cor azul no verso.










Na figura 3 temos as expressões, representadas pela cor rosa no verso.









Como em um jogo da memória, todas as peças ficam viradas com as figuras para baixo. Os jogadores, cada um por sua vez e respeitando as regras do jogo, tentarão encontrar o trio de peças correspondentes, por exemplo: Uma expressão sorrindo - o sinais de "feliz" - a palavra "feliz" escrita com o alfabeto de LIBRAS.

Jogo de elaborado e confeccionado por: Amanda Rocha, Carolina Ducatti e Herbert Pianezolla.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Mundo Surdo

"A gaivota cresceu e voa com suas próprias asas. Olho do mesmo modo como poderia escutar. Meus olhos são meus ouvidos. Escrevo do mesmo modo que me exprimo por sinais. Minhas mãos são bilíngües. Ofereço-lhes minha diferença. Meu coração não é surdo a nada deste duplo mundo..." (Emanuelle Laborit)

Tenho certeza de que não falo apenas por mim. Hoje em minha sala haviam olhos bem abertos, inquietos com a companhia do diferente, mas a vontade de aprender se revelava em cada gesto de mãos imitado.
Acredito que nenhuma outra disciplina nos chamou tanto a atenção quando a de LIBRAS. Entramos em contato com um novo mundo, um tanto admirável.
Falar com as mãos, ler gestos? Isso causa uma tempestade nos neurônios! Mas, sendo qual for o clima, digo que estamos realmente vivendo uma "inclusão", talvez as avessas. ^^